Fé Cega

Vocês sabem quem foi Jim Jones? Ele foi o fundador e líder de uma seita/igreja que acabou com o suicídio/assassinato de mais de 900 pessoas em novembro de 1978.
Jim Jones

Jim Jones

Jim Jones coordenou esse suicídio em massa, conhecido como o Massacre de Jonestown (Jonestown fica na Guiana, nossa vizinha de cima). O suicídio carregava a promessa de uma vida melhor, em um lugar melhor, com pessoas melhores.

“Morram com alguma dignidade. Não morram em lágrimas e agonia. A morte é só mais uma passagem para outro plano.” – Jim Jones

Jim Jones nasceu nos Estados Unidos, e em 1959, criou a igreja chamada de “Templo dos Povos“. Ele queria acabar com a segregação racial em lugares públicos, e foi até bem sucedido nesse aspecto. Mais tarde, ele começou a incentivar a adoção de crianças de raças diferentes pelos integrantes do Templo dos Povos.
 
jim jones crianças

Até aqui, nada de mais. Mas em 1973, algumas pessoas saíram da Igreja e começaram as denúncias sobre a história de suicídio coletivo e até mesmo simulação para tal. De repente, tudo veio à tona: acusações de sequestro de filhos de pessoas que tinham abandonado a seita, separação a qualquer custo dos membros do Templo de suas famílias, torturas físicas e psicológicas, privação de sono, de alimentos, e muitas, muitas outras coisas.

O estopim para o suicídio coletivo foi quando o político norte-americano Leo Ryan foi até Jonestown para investigar rumores de abuso por Jim Jones. Super resumo: uma ex integrante da Igreja, alguns repórteres e o próprio Leo Ryan foram assassinados por quem fazia a segurança de Jim Jones.

Quando chegou essa notícia do assassinato, o suicídio coletivo, que já havia sido ensaiado algumas vezes, foi colocado em prática. As pessoas foram orientadas a primeiramente darem o veneno às crianças e depois tomarem. Jim Jones foi encontrado com um tiro na cabeça.

 
Imagens do suicídio em massa:
 
Corpses from the Jonestown Massacre of 1978

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jonestown-massacre

O saldo daquela noite foi igual a 918 mortos, dentre eles, 270 crianças. E em poucos minutos, ocorria o maior suicídio em massa da história.
 

A pergunta que fica é: quão diferente Jim Jones é de muitos que vemos por aí, pedindo dinheiro em troca de perdão, aproveitando-se da ingenuidade das pessoas para construir o próprio patrimônio (oi Edir Macedo)?

 

“O fanatismo é mais perigoso que o ateísmo e mil vezes mais prejudicial, pois este não inspira paixões sanguinárias, enquanto que aquele pode levar à prática de crimes.” – Voltaire
Há vários documentários sobre o assunto no youtube. Clique aqui e escolha um. Vale a pena assistir!