Quando saber a hora de desistir?

Frequentemente ouvimos as pessoas dizerem para não desistirmos nunca. Mas até onde isso é verdade?

Artista: Stewart Forrest

Artista: Stewart Forrest

Eu sempre tive em mente que não deveria desistir de nada, e lutar até o fim para conseguir o que eu quero. Só que, com o passar do tempo, eu percebi que embora um objetivo pudesse parecer a coisa certa em determinado momento da minha vida, depois ele já não parecia mais a melhor opção. Isto porque, apesar do objetivo continuar o mesmo, eu tinha mudado. Eu já não era mais a mesma pessoa de quando o plano foi iniciado.

Por algum motivo, negamos internamente essa mudança. Então, mesmo quando percebemos que algo não faz mais sentido, sentimo-nos pressionados a continuar até o fim. Sempre terão aqueles que dirão que “toda experiência é válida”, mas, um momento – e a experiência que você perde enquanto procura continuar com algo que mais nada tem a ver com você? E todo o stress de continuar com algo que você não quer continuar?

Saiba o momento de jogar a toalha. Admita para você mesmo que sim, esse momento existe, e não há problema algum com isso! Foque no importa agora e no que realmente fará diferença em sua vida, ao invés de ficar escravo de atividades que nada acrescentarão em sua jornada.

“Basta acreditar na escravidão para realmente ser escravo.” – Émile Chartier

Sobre os gostos alheios

Artista: Ece Burgaz

Artista: Ece Burgaz

Eu estou chegando na casa dos 30 anos e preciso confessar que antes eu me sentia super no direito de julgar o gosto alheio. As bandas que os outros gostavam nunca eram tão boas quanto as que eu gostava, o mesmo com filmes e outros assuntos.

O tempo passa, a gente cresce e (espero que) amadurece, e percebe que tudo isso não passa de uma grande besteira. O gosto dos outros é exatamente o que o nome já diz: dos outros. Nada tem a ver comigo e não interfere na minha vida.

Com o tempo a gente vê que o fato da gente não gostar do gosto alheio não nos dá o direito de apontar o dedo e julgar. Gosto é algo extremamente pessoal e que, independente do que achamos sobre as escolhas dos outros, deve ficar guardado conosco.

Eu tenho mil e uma opiniões sobre o cenário atual da música, mas e daí?  Gente, isso é TÃO, TÃO pequeno perto das coisas que realmente importam para mim e que realmente interferem na minha vida, que seria até um pouco de ignorância da minha parte perder tempo com esses assuntos.

Vamos focar no que gostamos de ouvir, nos lugares que gostamos de ir, nos filmes que gostamos de assistir, e deixar que os outros façam o mesmo. E todos seremos felizes.

“O preconceito é o filho da ignorância.” – Hazlitt

Vídeo do dia

Terça é dia de vídeo! A nova categoria se chama “Terças com vídeo”.

E o de hoje é lindo. A tradução está abaixo dele.

Título: A vida não é uma maratona (tradução do vídeo)

Hoje nós continuamos correndo
Todo mundo é um corredor
Você não pode parar o relógio
O tempo voa somente em uma direção
Uma maratona onde não podemos voltar atrás
Nós competimos com nossos rivais
E corremos
Nesta estrada chamada tempo
Tentando ser mais rápido
Tentando estar um passo a frente
Acreditando que deve haver um futuro a nossa frente
Acreditando que existe uma linha de chegada
A vida é uma maratona
Mas será que é mesmo?
A vida é realmente deste jeito?
Não, a vida não é uma maratona
Ninguém pode escolher o nosso trajeto
Ninguém pode escolher nossa linha de chegada
Correr para qualquer lugar está ok
Você pode ir para onde você quiser
Cada um tem seu próprio trajeto
Isso realmente existe?
Ninguém sabe
Mas o mundo que nunca vimos é vasto
Então sim, comece sua jornada
Pense sobre isso e então pense mais
E então quando você souber seu objetivo, vá atrás dele
Tudo bem se você falhar
Tudo bem voltar para onde você começou
Você não precisa competir com os outros
Não há apenas um caminho
Não há apenas uma linha de chegada
Existem tantos objetivos e linhas de chegadas
quanto o número de pessoas neste mundo
Todas as vidas são excelentes
Quem disse que a vida é uma maratona?

Precisamos viver nossas vidas olhando mais para frente e menos para as outras pessoas. Caso contrário, nunca conseguiremos ser felizes.

Senso comum do que é ser feliz: tome cuidado

Artista: Paula Layton

Artista: Paula Layton

Uma das perguntas que mais martelam na minha cabeça é: “O que me faz feliz?“. Existem algumas respostas que são senso comum, como ser feliz no trabalho, ganhar bem, ter uma família, uma vida estável, etc. Mas o que de verdade te faz feliz?

Hoje em dia é comum não conseguirmos separar com muita clareza o que é felicidade para nós e o que a sociedade nos empurra como felicidade. Por que é que a gente tem que aceitar um certo trabalho e não o outro só porque o primeiro tem um salário melhor? Por que é que temos que querer constituir uma família, por que é que temos que seguir alguns padrões de felicidade que nos são impostos?

Talvez você ainda não tenha descoberto, mas aqui vai: é provável que você chegue no topo do mundo e descubra que… seu lugar não é lá. De repente você vai ver que estava muito mais feliz quando ganhava menos, quando você ouvia os outros dizerem que “ainda não havia chegado onde deveria”. Talvez você veja que não tem aptidão para ser mãe, pai, e que não é simplesmente uma questão de tempo, como muitos dirão a você.

O ponto é que cada um de nós é um ser único com vontades e desejos próprios. Quando você resolve seguir o “plano de felicidade” que o senso comum nos fornece, pode até ser que ele dê certo, mas há chances também de dar errado. Isso porque a resposta para “O que te faz feliz?” deverá partir de dentro para fora, e nunca o contrário. A verdade reside dentro de você.

“A sabedoria só existe na verdade.” – Goethe

Desacelere

Obra "A Persistência da Memória", de Salvador Dalí

Obra “A Persistência da Memória”, de Salvador Dalí

Todo dia esbarramos em pessoas correndo apressadamente atrás de algo, alguém, alguma coisa e, muitas vezes, essas pessoas somos nós mesmos. Mas qual é o motivo real de tanta correria?

Nós acordamos antes do que gostaríamos, e a partir daí, parece que estamos numa maratona: no trabalho, há pressa para entregar os relatórios, alcançar a meta; no restaurante, come-se correndo e mal se sente o gosto da comida; na rua, anda-se tão rápido que não se vê nem mesmo como aquela escultura ou aquele prédio são bonitos.

A pressão sobe, a qualidade de vida desce.

Quem é que nunca desejou um dia de 35 horas, para conseguir fazer – ou achar que conseguiria – tudo que se tem para fazer? E quem é que nunca carregou aquele peso imenso nos ombros, aquela responsabilidade de tirar o sono? Pois é, são os desprazeres da modernidade. É o custo de viver o hoje ontem, fazendo tudo correndo e não sentindo absolutamente nada.

Charles Chaplin nas engrenagens, em "Tempos Modernos"

Charles Chaplin nas engrenagens, em “Tempos Modernos”

Uma vez eu vi um médico dizendo que o sono perdido não se recupera nunca mais. Lembrando que passamos um terço de nossas vidas dormindo, o que podemos dizer dos outros dois terços perdidos? É engraçado como queremos mais tempo, mas aproveitamos tão mal o que já temos.

Vocês já repararam que quando alguém descobre ter uma doença grave, começa a viver melhor? Passa a aproveitar cada instante, buscar o que se quer e se ama de verdade, passa a dar mais valor. Mas ter uma segunda chance não é para todos, e quando menos se espera, perde-se um amigo, um parente, perde-se a si mesmo. E para isso, não é preciso morrer; pode-se estar vivo e não sentir, não querer, não ser. Portanto, desacelere – escolha qualidade à quantidade, o bem estar ao apenas estar. Escolha a vida ao tempo, e nunca o contrário, pois somente assim não se tornará um escravo dos ponteiros.

“O homem que tem coragem de desperdiçar uma hora do seu tempo não descobriu o valor da vida.” – Darwin

Liberte-se do passado

Artista: Cameron Holmes Nome da obra: "Fantasmas do Passado"

Artista: Cameron Holmes
Nome da obra: “Fantasmas do Passado”

É verdade que o passado faz parte de quem somos hoje. Erros e acertos fazem parte de nossas personalidades, de nossas experiências, de nossas vidas. E, justamente por fazer tão parte de nós, por ser tão parte do que nos torna nós mesmos, algumas pessoas simplesmente não conseguem se desapegar dele, transformando-o em culpa ou em eternas lamentações saudosistas.

Parece óbvio, mas saiba que o passado passou. Já não há mais nada que possa ser feito a respeito dele. Você pode tentar recriá-lo, consertá-lo, superá-lo – sim, você pode fazer isto -, porém, tudo que fará será no tempo presente. O passado continuará intacto.

Às vezes, é difícil deixar ir embora. É difícil esquecer e se libertar de um tempo em que éramos mais felizes do que somos hoje, mais bem sucedidos; de um tempo onde tínhamos mais amigos, mais lugares para ir e mais sorrisos para dar. É difícil. Porém, é necessário deixar essas vivências lá atrás, onde elas efetivamente pertencem. Caso contrário, você nunca conseguirá seguir adiante com novas – e, por que não, melhores – experiências, nunca conseguirá se desapegar das antigas companhias (e que não fazem mais parte da sua vida) para conhecer novas, nunca conseguirá colocar em prática um plano para ser bem sucedido se você sequer consegue dar chance para este plano florescer.

Além de tudo que foi dito, há ainda um agravante: a idealização. Tendemos a idealizar o que não podemos ter, lembrando apenas das partes boas e deixando as não tão boas guardadas bem na última gaveta, onde não temos acesso. Então, com medo de soltar as amarras e se desvincular do passado, afundamo-nos em ilusões de um tempo que, talvez, nem tenha sido assim tão bom. O receio de não sermos tão felizes quanto éramos no passado nos impede de sermos felizes em qualquer tempo.

“O passado sempre parece melhor do que foi, mas só é agradável porque não está presente” – Finley Peter Dunne

Não torne sua felicidade o fardo de outra pessoa

Artista: Michelle Stuart

Artista: Michelle Stuart

Desde que nascemos, estamos rodeados de pessoas. Pessoas que nos ensinam, pessoas que nos ajudam, pessoas que nos mostram os caminhos e sugerem opções. Certa vez, li que a criança acredita, nos primeiros anos de vida, que ela e a mãe são um único ser. O problema surge depois que crescemos, quando acreditamos que nossos passos ainda estão ligados aos passos de outros, e consequentemente jogamos a responsabilidade de sermos felizes nas mãos de outra pessoa. Está errado.

É preciso ser feliz por si só, é preciso estar feliz para fazer outros felizes. Ao jogar em outra pessoa a responsabilidade de você ser feliz, ninguém é feliz. A sua felicidade não deve ser um fardo para ninguém – nem para você e tampouco para outro alguém.

Culpar outra pessoa pela sua infelicidade é relativamente fácil. Ao tornar-se sujeito passivo da sua própria vida, basta esperar que os outros te façam feliz, que tragam em uma bandeja a sua felicidade. Basta esperar que as decisões certas sejam tomadas, que as companhias certas, indicadas, que os lugares certos, visitados… e tudo isso tendo como guia de sua vida outra pessoa, e não você.

O maior problema de jogar a sua felicidade nas mãos de outra pessoa é que, embora ela possa ser a autora das ações, quem receberá o efeito será você. Algumas felicidades poderão vir, mas também virão tombos, rasteiras e derrotas. E será preciso maturidade para levantar e tomar as rédeas da própria vida e parar de esperar dos outros o que só você pode fazer por si mesmo.

“Para sermos felizes até certo ponto é preciso que tenhamos sofrido até o mesmo ponto” – Edgar Allan Poe

Trabalhe com algo que você goste

Artista: Scott Simpson

Artista: Scott Simpson

Trabalhar engravatado numa grande empresa pode não ser seu exatamente o que te fará feliz, embora possa parecer a imagem do sucesso. Lembre-se: sucesso profissional nunca é completo se não for acompanhado do pessoal.

Na idade adulta, é provável que você passe mais tempo no trabalho do que em outros lugares. Portanto, é provável também que passe mais tempo com as pessoas de seu trabalho do que com sua família e amigos. É nítido ver que, se você não estiver bem com o seu ambiente de trabalho e com as pessoas que nele trabalham, será uma árdua tarefa acordar todos os dias de manhã e ir até ele.

Enfim, a vida é muita curta para passar 44 semanais de forma infeliz. Confucio já dizia: “Escolha um trabalho que você ame e não terás que trabalhar um único dia em sua vida”. E seja feliz!

Não tenha medo de mudanças

Artista: Chico Sanchez

Artista: Chico Sanchez

Ao longo de nossas vidas, nós mudamos. Mudamos da escola para a faculdade, mudamos as companhias, mudamos de casa. Mudamos o cabelo, mudamos de cidade e mudamos, principalmente, as ideias. Hoje, como pessoa adulta que sou, definitivamente não tenho os mesmos pensamentos e objetivos que tinha há alguns anos.

Então, por que será que quando estamos infelizes diante de uma situação, ficamos tão inseguros e com medo de mudá-la? O que é essa corrente invisível que nos prende tão fortemente e não nos deixa seguir nosso caminho para a felicidade?

Artista: Chico Sanchez

Artista: Chico Sanchez

Robert Smith, vocalista do The Cure, disse em uma entrevista algo que se relaciona diretamente com essa história de mudança: “Eu sempre tive em mente que as pessoas devem poder mudar. Acho que seria um mundo intolerável se as pessoas não pudessem mudar. Você olharia no espelho e diria: ‘Oh, este sou eu para o resto da vida’ “.

A necessidade de pagar contas pode nos impedir de sair de um emprego que nos faz mal, assim como o comodismo nos impede de sair de um relacionamento não saudável ou o dinheiro investido em cursos e faculdades faz com que continuemos investindo em uma carreira que nada tem a ver com a nossa aptidão.

O recado de hoje não é para jogar tudo para o alto e agir irresponsavelmente como se não houvesse amanhã – o amanhã existe, e ele é duro. Mas duro também é continuar em uma situação ruim por inércia, afastando-se mais e mais do que realmente te faz feliz.

Uma maneira simples e prática de iniciar a mudança na sua vida é a seguinte:
1. Escreva de maneira objetiva o que você quer mudar na sua vida.
2. Veja como você fará essa mudança, de modo geral.
3. Fragmente em ações menores o item (2), ou seja, pequenas ações (quantas forem necessárias) que te levarão ao objetivo maior – a mudança.
4. Estipule prazos para que as ações do item (3) sejam concretizadas.
5. Atenção para não burlar as próprias regras. Seja fiel aos passos (1) a (4) , a você mesmo e ao que você deseja para seu futuro.

“Existe perigo na mudança arrojada, mas maior ainda é o perigo do conservadorismo cego.” – Henry George

Não se preocupe tanto em sair tão bem em fotos

Einstein

Einstein

Chega de “mais uma”, “essa não ficou boa”, “vamos tirar outra”.

O legal das fotos é que elas captam a emoção do momento. Isto não ocorre, no entanto, quando você molda demais, força demais, encena demais.

Quando você olha suas fotos de infância, as mais significativas são, sem dúvida, as que mostram toda a espontaneidade infantil e que quase nos fazem voltar ao tempo e reviver aquele momento. Elas não são muito mais engraçadas do que aquelas que as escolas normalmente nos obrigam a tirar, sentados em uma mesa e com um sorriso mega travado? Qual das duas representa melhor o que você foi?

Mais sorrisos, mais espontaneidade, mais graça. Menos ângulos certos, menos sorrisos contidos, menos “vamos bater outra porque eu não saí bem”. Mais fotos engraçadas, mais sorrisos tortos, mais piores ângulos e mais diversão.

“O ridículo não existe; os que se atreveram enfrentá-lo conquistaram o mundo” – Mirabeau

Vocês sabem a história dessa foto do Einstein? Era o aniversário de 72 anos dele, e já no final um fotógrafo pediu para bater uma última foto dele. Cansado de sorrir, pois havia sorrido a noite inteira, Einstein virou e colocou a língua para fora, no momento em que a foto foi tirada. Ele próprio gostou tanto da foto que pediu algumas cópias e enviou a seus amigos cartões com a imagem! (Fonte)