Doe o que você não usa (e que está em bom estado)

Artista: Ula Wiznerowicz

Artista: Ula Wiznerowicz

Você já parou para pensar em quantas coisas você tem? Quantas roupas, sapatos, quantos livros, quanto… tudo? Já parou para pensar em todas as coisas que estão encostadas há muito tempo?

O fato é que nós não precisamos de tudo que temos. É verdade. Eu não preciso de todos os sapatos que compro, assim como você não precisa de todas as camisetas que estão no seu armário.

Eu não estou aqui para fazer um desses discursos contra o materialismo que nos cerca, uma vez que eu mesma sou vítima dele (alguém não é?). Mas, o meu ponto é: você usa tudo que tem ou está encostado em sua casa?

Existe uma regra muito simples para você se “livrar” de coisas que não utiliza mais, especialmente roupas: se já passou um ano e você não usou, doe (se estiver bem conservado) ou jogue fora (se estiver em mau estado). Um ano é tempo suficiente para você fazer este balanço, pois já se passaram todas as estações, todos os eventos que você poderia ir, todos os climas (chuva, sol, frio) e, portanto, todas as oportunidades de você tirar do armário aquelas peças que lá estão.

Você pode guardar aquele casaco mais pesado que ocasionalmente você usa em viagens, ou aquele vestido de festa que cabe perfeitamente em um casamento. Essas são ocasiões que podem não ocorrer anualmente, então não há mal algum em guardá-los. Mas aquela calça, que você já vestiu tantas vezes quanto a trocou antes de sair, acredite: você nunca usará.

Um outro ponto muito favorável à esse tipo de faxina é que, além de você dar suas peças para alguém que realmente irá usar, ela funciona como uma espécie de “faxina mental”. Quando eu faço isso, deixando apenas o que eu gosto e o que eu uso, tiro todo aquele excesso que, para mim, de nada serve. Toda vez que entro em algum cômodo e não vejo mais aquele monte de coisas amontoadas e que eu não consigo encontrar utilidade alguma para mim, sinto uma leveza no ambiente e na minha vida.

Parece exagero, mas não é. Que tal aproveitar o fim de semana e separar tudo que te deixa – inutilmente – mais pesado e dar para alguém que fará bom uso? Só não se esqueça de doar apenas o que está bem conservado, pois se não está bom para a gente, também não estará para os outros. Fazer uma doação significa ajudar alguém, e não fazer uma caridade piedosa!

“As pessoas adquirem uma característica especial procedendo de maneira especial.” – Aristóteles

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