Por algo que nos traga vida

Fuçando nas estatísticas do blog, vejo que o termo mais comum buscado aqui são variações de “você vive ou existe?”. Ao invés de repostas, só consigo pensar em mais e mais perguntas.

Primeiro, o que é viver e o que é existir?

Será que, no fundo, nossa vida não é apenas uma existência procurando desesperadamente por algo que nos faça sentir vivos?

Será que não estamos todos à deriva, sem rumo, sem norte, sem direção? À beira de um colapso, de um surto?

E quando procuramos por algo que nos faça sentir vivos, já não estamos mortos? Aceitar que existe a relação viver x existir já não responde a pergunta: “você vive ou existe?”?

E procuramos tanto, tanto, tanto a resposta em nós mesmos

E procuramos nos outros

E procuramos na ciência, na medicina,

Na terapia, nos remédios

E em mais remédios; em remédios e em doses diferentes

E em mais e mais remédios

Não achamos respostas, nos afastamos das perguntas.

E seguimos assim, em um lento suicídio assistido;

assistido pelos outros e por nós,

nessa tragédia em que ora somos os assassinos e ora os assassinados.

 

E na qual seguimos buscando desesperadamente por algo que nos faça sentir vivos.

 

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artista: yujiro tada

 

 

 

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