O buraco negro das recaídas

De repente, toda a luz, alegria, vontade e cores vão embora. Toda harmonia, planos, desejos esgotam-se. Partem como se nunca tivessem existido.

No lugar, a apatia. Não a tristeza, não o choro, não o grito. Não o desespero.

E então você percebe que, pior do que ter os sentimentos que te derrubam, é não tê-los. Percebe que o desânimo não te leva a lugar algum – com ele não há mudança, não há ação, não há controle. O que existe é um ser humano imerso em uma bolha de não atitudes, de não vontades; uma bolha de nadas.

Tento resgatar na minha memória algo que possa me fazer passar por isso. Apenas passar – sem luta, sem sofrimento. Lembro-me de uma fala de um médico “permita-se não estar bem/um dia de cada vez”.

Assim, apenas espero esses dias esvaírem-se e, com eles, todo o sufocamento. Haverá espaço para o ar livre. Para o ar leve. Para o ar puro.

Um dia de cada vez.

healing

“A cura não é linear”

 

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